A Casa da Sabedoria: de como o mundo árabe civilizou e iluminou o mundo ocidental

Quando se pensa no período Medieval, a imaginação primária que preenche a mente concerne a um espaço-tempo dominado pela Igreja Católica, a um sistema econômico que fez a grande massa populacional viver de servidão por muito tempo e a um mundo intelectual relativamente fechado nos preceitos da doutrina religiosa. Porém, este é o pensamento comum somente àqueles que estão imbuídos de uma perspectiva europeia da Idade Média. O que poucos estão cientes é que a Idade Média foi um período que, apesar de a sua fama estar voltada frequentemente a uma Europa supersticiosa e caótica, também ocorreu em outras regiões fora da Europa, em locais que outras sociedades acabaram sendo muitos mais prósperas, e seus feitos contribuíram na formulação da civilização moderna como a conhecemos.

Quando a religiosidade e a sexualidade caminhavam juntas

À primeira vista, um visitante qualquer pode pensar que Pompéia era uma cidade obcecada por sexo. Esse pensamento viria à mente, primeiramente, por conta dos vários símbolos sexuais encontrados na cidade. Em locais públicos pode-se ver falos esculpidos nas calçadas, estradas e paredes. O gesto obtuso com esse objeto sexual leva os arqueólogos e historiadores a especularem sobre o porquê eles estarem posicionados naqueles locais e por que tão vastamente dispersos por toda a cidade. Mary Beard, historiadora especializada em história romana, especula com vários outros teóricos que os símbolos fálicos têm mais a ver com o poder masculino refletido naquela sociedade. O falo demonstra poder. E a cidade, cheia desses falos, demonstra sua masculinidade aos olhos externos.

O alvorecer da Reforma Protestante

Falar da Reforma Protestante requer cautela. Os mais apaixonados podem considerá-la uma revolução; os mais céticos, uma mudança de paradigmas que balançou com a estrutura religiosa mas não totalmente a social; e os mais sensatos, um evento que iria acontecer mesmo não havendo Lutero.